Curso Abril de Jornalismo

Reportagem

Não é mole, não!

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Não é mole, não!

Renan Rêgo
Guilherme Damo, Diego Sapia Maia e André Julião: a produção não pára

Por Aline Cornely - 13 de Fevereiro de 2007, 16:50

O dia se divide entre palestras e execução dos projetos. Às vezes, uma, duas ou até mesmo três aulas por dia. Entrevista, produção, reportagem, reunião com o orientador e discussões com o grupo são outras incumbências. A rotina não chega a ser cansativa, apesar das quase 12 horas diárias de permanência na Editora Abril. As informações e dúvidas nos entretêm de uma maneira impressionante. Não há espaço para o tédio ou o ócio. Este é o clima, entre mochilas, telefones, blocos, fotos, vídeos, computadores que envolvem os alunos na Redação do XXIV Curso Abril de Jornalismo.

Os projetos das 12 editorias são desafiantes para todos. Quem pensou que vinha para cá somente para trabalhar na sua área, estava muuuito enganado. Precisamos ser multimídia. O fotógrafo tem que produzir. A jornalista de texto precisa decupar uma fita. O designer gráfico cria uma vinheta para um reality show. Plataformas multimídia com as quais muitos não haviam tido forte contato na universidade, aqui, são o foco do trabalho. Além disto, existe o tabu do tema. Homens pensando em noivas? Garotas levando para casa pilhas de revistas de 'mulher pelada'? 

Quem mais apresenta dificuldade de trabalhar com as multiplataformas experimentais são os profissionais de texto, os mais 'tradicionais'. O jornalista baiano radicado em Campinas (SP), André Gomes Julião, integra a editoria de Superinteressante e confirma esta teoria. "Não é fácil. Estou acostumado em produzir texto para revista e, agora, preciso transpor a revista para a TV, através de um documentário!". Do interior de São Paulo, vem o colega Diego Sapia Maia, também de texto, que participa do grupo Abril Digital. A missão é criar um portal de humor. "Lidar com internet não é problema para mim. Mas tirar sacadas engraçadas é complicado...". O maior desafio para o jornalista de Porto Alegre, Guilherme Fogaça Damo, que está na Veja, é dividir-se em duas atividades. "Fico com dois corações. Ao mesmo tempo em que quero assistir as palestras, me sinto culpado por não estar tocando o projeto". 

E quem disse que era para ser fácil? Sotaques, cores, tons de voz, roupas, cabelos, origens, personalidades, pontos de vista. Tudo é diferente. O que nos une? Além do jornalismo, a vontade de vencer os obstáculos. Pena que, quando a gente realmente "pegar a manha", já vai estar quase acabando... E aí, quantos outros desafios nos aguardarão?

Aline Cornely é aluna do Curso Abril de Jornalismo 2007


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