
Eurípedes está na Editora Abril há 25 anos, e sempre atuou em VEJA. Começou como chefe da sucursal de Belo Horizonte e, em seguida foi editor-assistente, editor, editor-executivo, correspondente em Nova York e redator-chefe, até assumir a diretoria de redação, em fevereiro de 2004.
Questionamento constante
O que é Veja? Quem são seus leitores? O que eles consideram mais valioso nas reportagens, artigos e entrevistas? A habilidade em responder todas estas perguntas a cada semana é que determina se a edição da publicação será brilhante ou medíocre.
Opinião em debate
Está no DNA de Veja ser vigilante com os governos. A revista teve atritos com todos eles, desde os militares até os mais democratas. Veja não esconde suas opiniões quando verifica que algo está errado. Segundo Eurípedes, é correto tomar uma posição e fazer escolhas editoriais com base nelas, enquanto o errado é dissimular sua posição. O aluno de design Kaio Medau concorda: "Veja exerce um papel ao ser opinativa. Como ela adotou essa linha, não pode ficar em cima do muro. Não dá para mudar a regra no meio do jogo".
Dica
O sonho de muitos jovens repórteres é, logo que possível, escrever editoriais e colunas opinativas. O diretor de Veja tem uma mensagem para os profissionais que pensam assim: "não se preocupe tanto com a opinião. Preocupe-se em ir atrás da verdade".
A importância do leitor
A matéria que desmascarou o mensalinho, do ex-deputado e ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, adveio de uma pista passada por um leitor da publicação. O motivo de ele ter escolhido Veja, e não outra revista para fazer a denúncia, está no respeito que a revista tem pelo seu leitor. "Veja propõe-se a suprir a necessidade de seu público. Após a palestra, consegui entender melhor a revista. Foi bem elucidativa", disse o aluno de texto Rodolfo Borges.
Versão para impressão
Recomende esta matéria

