A platéia ouviu atenta os bastidores da cobertura feita por Policarpo do escândalo que derrubou o ex-presidente do Senado Renan Calheiros. "Em Brasília, todo mundo sabia de Renan e Mônica Veloso. Eles andavam de mãos dadas, iam juntos a festas". "Até então, isso era da vida particular dele. Adultério nem é mais crime. O problema foi quando entrou um lobista na história", contou.
O furo partiu de fontes ligadas à ex-amante de Renan. Após se interar do caso, o repórter de Veja ligou para o empresário Zuleido Veras, que teria pagado a pensão da filha do casal em troca de favorecimentos. Policarpo disse a ele que já tinha informações sobre o assunto ("O entrevistado nunca sabe o quanto você já sabe"), e o empreiteiro confirmou que entregava dinheiro à Mônica Veloso a pedido do senador.
Após a publicação da matéria, o ex-senador tentou justificar-se. Recebeu Policarpo em sua casa e disse que tinha rendimentos agropecuários para pagar a pensão de sua filha com a ex-amante. Argumentou que se tratava de um assunto pessoal. O repórter respondeu que se havia algum tipo de favorecimento sob sua condição de homem público, não era mais um assunto pessoal.
"Houve um elemento-surpresa. O Zuleido e o Renan não tiveram tempo de conversar entre uma entrevista e outra. Não deu para combinar nenhuma história", lembrou Policarpo.
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