Nosso querido Brasil (com suas contradições históricas) adotou esse fenômeno em todas as classes sociais. Isso significa hoje mais de 75 milhões de celulares com a capacidade de, no mínimo, fazer e receber ligações e ainda trocar mensagens de texto SMS. E quem se dispuser a gastar um pouco mais troca fotos, baixa vídeos e navega por sites em seu aparelhinho.
Atrás desse novo público, rapidamente os grupos de mídia saíram à rua para oferecer seus serviços digitais e tentar o diálogo com esse novo leitor plugado. Não importa mais se ele está na rua ou em casa, na internet ou no celular, no Brasil ou no Japão, mas sim o tratamento dado nos diferentes meios para distribuição de conteúdo em meio online.
Quem quiser conhecer esse leitor deve ver o telefone celular como mais um canal de distribuição. Sim, o bom jornalismo segue sempre os mesmo princípios da ética e integridade, em qualquer meio. Porém acredito que jornalistas, fotógrafos e designers devam pensar em produzir também para esta mídia, com características próprias de mobilidade e personalização. Creio mesmo ser importante para quem está entrando no mercado jornalístico verificar todas as alternativas antes de se fechar em copas com preconceitos.
Ah, se eu estivesse começando agora.. Não estou falando sobre uma previsão que pode ou não acontecer em um futuro distante. Isso já realidade. Eu vivo disso.
*Fernando Carril (fcarril@abril.com.br) é editor da produtora de conteúdo para celular "Abril Sem Fio", área multimídia do Grupo Abril.
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