
Foto de Inês Laborim, aluna do Curso Abril
O repórter Otávio Cabral vive em busca de furos. E furo, em Brasília, onde trabalha na sucursal de VEJA, muitas vezes significa uma denúncia. Dito isso, como conseguir a informação exclusiva? Procure o perdedor. “Em uma disputa política ou empresarial, quem for derrotado pode ter alguma pista de irregularidade”, afirmou Cabral.
Ele apresentou diversas capas de VEJA espalhadas por muitos anos. Os exemplos eram a prova de que a revista só tem compromisso direto com o leitor, sem levar em conta quem está no poder. “A VEJA foi o veículo que mais deu espaço às manifestações contra a ditadura”, afirmou Cabral. “Foi também o primeiro meio a mostrar os escândalos no Congresso Nacional.”
O que as mulheres fazem
Helena Bagnoli, superintendente da Unidade I da Editora Abril, contou aos alunos o universo das revistas femininas. É ela quem supervisiona grande parte dos títulos dedicados à mulher. De CLAUDIA a MANEQUIM, de ESTILO a GLOSS, que, aliás, foi lançada pela própria Helena.
Sim, mulheres são diferentes de homens. “Nas revistas femininas existe uma maior interação na relação editores e leitora”, disse Helena. E, sim também, mulheres são diferentes entre si. Perguntada se as publicações do segmento se parecem demais, Helena leu a missão de cada um dos títulos do segmento na Abril. E mostrou como essas frases, que mostram a essência de uma publicação, ajudam a produzir revistas distintas.
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